O Floripa Teatro consolida-se como sucesso de público e próxima edição está confirmada

O Floripa Teatro – 23º Festival Isnard Azevedo encerrou no último sábado (22) com a entrega do troféu Isnard Azevedo no Teatro Álvaro de Carvalho, que reconhece a trajetória de profissionais nas artes catarinenses e agradece a contribuição prestada ao teatro desde 2007. A homenageada deste ano, escolhida pela organização do Festival, foi a atriz, poetisa e dramaturga Carmen Lúcia Fossari, responsável pela iniciação teatral de centenas de artistas da cidade.

Carmen é diretora e professora de teatro da UFSC, coordenadora da Oficina de Teatro do departamento e membro da Acla (Academia Catarinense de Letras e Artes), onde ocupa desde 2011 justamente a cadeira 31, que tem como patrono Isnard Azevedo.

Contudo, o evento tem, além da reconhecida homenagem, muito mais para celebrar. Depois de uma pausa de dois anos, a edição 2018 apresentou mais de 100 atividades totalmente gratuitas, em cinco bairros de Florianópolis, atingindo um público superior a 30 mil pessoas, além do envolvimento direto de 300 profissionais. Além disso, a cidade pode conferir apresentações de 53 coletivos teatrais das mais diversas categorias e de cinco estados brasileiros, contando ainda com duas companhias argentinas.

A superintendente da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Roseli Pereira, afirma que ficou honrada e feliz com o resultado do retorno do 23º festival. “Ele foi retomado com uma participação efetiva de grupos de diversas cidades do Brasil, e principalmente da produção teatral local. Promovemos o acesso efetivamente com a gratuidade em todos os espaços culturais, e a participação efetiva das escolas foi fundamental”, diz Roseli.

Escolas municipais, estaduais e particulares também fizeram sua parte e lotaram os espetáculos infantis reunindo aproximadamente cinco mil alunos nos agendamentos, garantindo a formação de público para o presente e futuro. A professora de teatro, Sol Rocha, levou os jovens e adultos da escola municipal Dilma Lucia dos Santos, da Armação do Pântano do Sul, para assistir “O homem de Agrolândia”, no salão paroquial do bairro, e reafirmou a importância do projeto voltar a compor o calendário da Capital. “Eu levo os meus alunos ao festival há pelo menos cinco anos. Esta semana fiquei todos os dias em função disso, porque sei da transformação que a arte é capaz”, diz Sol. A professora Valquiria Silva do Lagoa, do NEI Vila Cachoeira, no Norte da Ilha, também levou seus pequenos para o teatro pela primeira vez, e eles assistiram “Fiu-fiu – Um encontro entre pássaros”, de Cuiabá (MS). “Isso é uma oportunidade para muitos deles que nunca estiveram em um teatro. As crianças estavam super ansiosas”, revela ela.

Ponto alto do Festival também foram as rodas de conversas e negócios que aconteceram na Casa da Memória, no Centro da cidade. Por intermédio de um mediador, artistas puderam discutir mais a fundo questões como gênero e diversidade, e compreender melhor como trabalham outros grupos ou como o público passou a entender o assunto. O evento também abraçou a realização da 2º Mostra Quintas Cênicos, com apresentações teatrais de grupos formados na Udesc e UFSC. Gabriela Leite, que participou da Mostra no Quilombo Estúdio, no bairro Itacorubi, diz que o momento foi como um presente. “Foi lindo! Uma chama que aqueceu e fomentou a Trupe e nossa arte, nosso espaço. Vida longa e muita gratidão”, disse.

Depois do grande sucesso desta 23º edição, a superintendente da Fundação garante o acontecimento do Festival no ano que vem. “A cidade abraçou o Festival, vibrou com sua retomada e a PMF por meio da Fundação Cultural de Florianópolis já inicia o planejamento com o compromisso de realizamos a 24ª edição”, garante ela. Sulanger Bavaresco, diretora artística do Festival, antecipa que a próxima edição está marcada para a segunda quinzena de setembro de 2019. “A organização do evento pretende manter o formato da edição 2018, ampliando a participação da 2ª Mostra Quintais Cênicos, com programação estendida para novos espaços de diferentes bairros do município”, conclui.

O evento foi uma realização da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Juventude Prefeitura de Florianópolis, Ministério da Cultura - Governo Federal. Patrocínio: Engie.

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