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O mês de outubro e os alertas sobre as doenças reumáticas: não é "doença de velho"!

13/10/2018

A importância de procurar o médico reumatologista na hora certa

 

As dores pelo corpo podem ser um sinal de muitas coisas e por isso merecem uma atenção, pois identificar um diagnóstico no início pode fazer toda a diferença no tratamento, como por exemplo as doenças reumáticas. No mês de outubro, três datas alertam e conscientizam sobre as doenças reumáticas. O dia 12 de outubro é marcado pelo Dia Mundial de Conscientização da Artrite Reumatoide. Já o dia 20 de outubro, Dia Mundial da Osteoporose. E no dia 30 de outubro, por fim, o Dia Nacional da luta contra o Reumatismo. Por muito tempo se ouvia dizer que as doenças reumáticas eram ‘’doenças de velho”, mas esse conceito foi mudando com o passar dos anos, e sim, jovens também podem sofrer com as doenças que atacam ossos e articulações.

 

 

 

São mais de 120 doenças reumáticas diferentes e as datas trazem um alerta de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e com o profissional adequado. Segundo a médica reumatologista e presidente da Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR), Mara Suzana Cerentini Loreto, as doenças reumáticas afetam pessoas de todas as idades, mas seus efeitos podem piorar com o envelhecimento, se não diagnosticados precocemente e tratados de forma adequada. A Dra. diz ainda que conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, o tempo médio de espera entre o início dos sintomas e o diagnóstico final da grande maioria das doenças reumáticas é de mais de três anos. “Muitas vezes, os sintomas são confundidos com simples inflamações. As pessoas se automedicam com analgésicos e anti-inflamatórios, acham que melhoram, mas só estão mascarando os sintomas”, destacou.

 

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2013 aponta que 8,3% dos catarinenses já tinham no ano citado, diagnóstico de artrite ou reumatismo.

 

Os sinais de cada doença

 

A Dra. Mara alerta que as doenças reumáticas mais comuns são osteoartrite (artrose), os reumatismos de partes moles (tendinites/ bursites), osteoporose, artrite reumatoide, gota e outros. “A artrite reumatoide é uma doença que atinge preferencialmente mulheres de meia idade (três vezes mais do que os homens) e costuma inflamar várias articulações ao mesmo tempo levando a grande incapacidade. Afeta 0,5 a 1% da população. É muito importante que o paciente inicie o tratamento logo que surgem os sintomas (primeiros seis meses preferencialmente), sob pena de desenvolver lesão articular, até deformidades definitivas”, destaca.

 

Os principais sintomas da artrite são dor, inchaço e rigidez articular em pequenas juntas de mãos e pés principalmente. No entanto, é muito comum sintomas gerais como cansaço, mal-estar e emagrecimento. Segundo a Dra. Mara, a doença pode acometer crianças também e não só mulheres e idosos. A médica destaca ainda a importância do diagnóstico precoce e diz que a população precisa saber que existe um profissional específico dessa área.

 

Sobre o tratamento, ela diz que há formas modernas de tratar. “A introdução dos medicamentos chamados agentes biológicos nas duas últimas décadas melhorou de forma substancial a qualidade de vida dos pacientes portadores de Artrite Reumatoide. O diagnóstico precisa ser precoce e somente o reumatologista está apto a usar este tipo de tratamento. Na fase ativa da doença os exercícios com mais impacto devem ser evitados”, completa.

 

 

 

Osteoporose

 

A osteoporose é uma doença óssea silenciosa que ocorre geralmente em mulheres após a menopausa, segundo a reumatologista e vice-presidente da SCR, Adriana Zimmermann, de Florianópolis. “É muito importante falar nos fatores de risco para a osteoporose, e assim se ter ideia de prevenção, já que com a doença estabelecida os riscos para fratura aumentam bastante. Estes fatores de risco são: uso de certos medicamentos (principalmente cortisona), menopausa precoce, mulheres magras, tabagismo e álcool, relato de fratura previa, entre outros”, diz a Dra. Adriana.

 

 

 

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a osteoporose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil. O tratamento dessa doença envolve mudanças de estilo de vida e uso de medicamentos sempre orientados pelo médico. Os suplementos de vitamina D são recomendados para aqueles que não se expõem ao sol. Fazer atividade física de forma regular reduz o risco de quedas e de fraturas, além estimular o ganho de massa óssea.

 

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