Storyteling visual e direção de arte

Storyteling visual e direção de arte: técnica busca destacar marcas através da imagem

Especialista catarinense conquista espaço no segmento e dá dicas sobre a importância para as marcas


Você já ouviu falar em storytelling visual? Pois é bom se acostumar com o termo, pois cada vez mais marcas estão apostando em contar histórias com significados para se aproximar de seus clientes.


A técnica baseia-se na arte de contar histórias usando recursos visuais para transmitir uma mensagem para quem a vê, gerando as mais diversas sensações. “O storytelling visual não é algo novo, esse ato de contar histórias acompanha a humanidade desde os primórdios. Os homens das cavernas já narravam os acontecimentos do seu cotidiano através das inscrições rupestres. Hoje evoluiu e temos tantas formas diferentes de contar estas histórias. Saber utilizar estes recursos da melhor forma para se aproximar dos clientes e consumidores é a chave do sucesso”, destaca Tanira Menezes, diretora de arte.


Mas engana-se quem pensa que é um trabalho fácil e que apenas boas imagens já bastam. É necessário muita criatividade, autenticidade e originalidade, além, é claro, conhecer o produto e o seu consumidor, para se destacar no mercado atual e se conectar com seu cliente, independente do tamanho da marca e sua área. “Conseguir passar credibilidade, o propósito de sua marca, a voz da empresa, mostrar todo o diferencial que seu produto ou serviço possui é fundamental, e uma imagem adequada pode fazer isso”, destaca Tanira.


A busca por uma direção de arte cada vez mais mais preparada para conectar e alinhada com as equipes de marketing e comunicação da marca tem crescido consideravelmente, afinal um filme pode trazer emoções às pessoas, uma foto pode gerar um sorriso imediato no rosto de quem a vê, um simples take de vídeo pode transmitir a essência e o propósito de uma marca para seu consumidor. Tudo isso, assegurado pela constante evolução e qualidade nas imagens. Ainda de acordo com a especialista, as empresas que estão se destacando atualmente são empresas que pegaram produtos que já existem, pensam e refletem sobre este produto e de que forma poderiam atualizá-lo para atender as necessidades das pessoas, e com criatividade transformam algo comum no mercado em um produto de sucesso. E neste resultado final, certamente está a contribuição de uma equipe multidisciplinar que atua em prol desta imagem de marca, incluindo a direção de arte.


Representatividade feminina



Muitos podem associar a profissão a um universo mais masculino, mas o mercado está mudando. De acordo com pesquisa realizada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), das pessoas atuando nesses cargos, somente 20% eram mulheres. Tanira diz que ainda é pequena a parcela de mulheres à frente da direção no mercado audiovisual publicitário. “É uma batalha que precisa de firmeza, atitude e proatividade para conseguirmos ter cada vez mais mulheres nesta profissão, mas sem dúvidas estamos avançando para ganhar espaço e notoriedade na área. Recordo que tive a honra de fazer uma participação em um trabalho da Lacta e que tínhamos as três principais diretoras (Geral, Arte e Fotografia) mulheres: a Lua Voigt, a Licia Arosteguy e a Miwa Shimosakai. Foi inspirador”, completa.


Design de produção X Direção de Arte

Em 2012, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood renomeou a atividade e passou a chamar direção de arte como “design de produção" (production design). Porém ,o conceito inexiste no Brasil, já que por aqui segue sendo chamado de “direção de arte” o trabalho responsável pela recriação de cenários, ambientações, detalhes e locações. Nome que pode ser confundido com direção de arte referente ao design gráfico. Internacionalmente, o ADG – Art Directors Guild (Sindicato dos Diretores de Arte) já reconhece a atuação do diretor de arte com a premiação em quatro categorias específicas para Cinema no Oscar.