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Movimentos repetitivos, como o de digitar no celular, podem causar tendinites

10/12/2018

Doença pode ser diagnosticada pelo médico reumatologista e tem tratamento

 

Hoje basicamente utilizamos o aparelho celular para tudo! Seja para responder uma mensagem, se conectar e atualizar as redes sociais, agendar compromissos, ler e escrever e-mails, e fazer ligações. Ele é quase uma extensão do seu corpo: está na palma da sua mão e por vezes fica à disposição 24 horas por dia. Mas será que o seu corpo também tem essa capacidade e disposição para o ritmo tão frenético e conectado dos dias atuais? Eis que surgem os primeiros sinais do corpo: os sintomas de tendinites começam a ser evidentes para quem não desgruda do aparelho celular. Se antes as lesões por esforço repetitivo estavam mais ligadas à determinadas profissões, hoje é cada vez maior o número de pessoas que chegam aos consultórios médicos como vítimas do mau uso da tecnologia. Teclar é uma atividade perigosa para saúde musculoesquelética devido às posturas incorretas que a pessoa adota, além dos movimentos repetitivos, principalmente realizados com o dedo polegar.

 

 

O que são as tendinites?

 

Segundo a médica reumatologista e presidente da Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR), Mara Suzana Cerentini Loreto, as tendinites são uma das queixas reumáticas mais frequentes do adulto e do idoso na prática clínica, e são oriundas de movimentos repetitivos. "Os tendões são uma extensão dos músculos e sua função é de uni-los aos ossos para executar o movimento. As tendinites são as inflamações nos tendões. No Brasil, as estatísticas sobre tendinites são deficientes, mas seguramente a quantidade de diagnósticos de tendinite ocupacional atinge dimensões expressivas – e isso é preocupante", comenta a doutora.

Entre os sintomas, a dor é a mais frequente, seguida pela limitação do movimento. Segundo a reumatologista Mara Loreto, a enfermidade tem cura sem deixar sequela. "O tempo médio de uma tendinite é de uma a três semanas. No entanto, pode ser a manifestação inicial de uma doença reumática mais complexa e mais grave, por isso a persistência do sintoma local, a recorrência local ou em outra articulação, a presença de sintomas gerais como febre, mal-estar deve alertar para outro diagnóstico", ressalta.

 

Tendinite também é reumatismo

 

A reumatologista e vice-presidente da SCR, Adriana Zimmermann, diz que as tendinites também são reumatismo, chamadas de “reumatismos de partes moles”, sendo o médico reumatologista o profissional capacitado para fazer o diagnóstico e o tratamento correto. “O diagnóstico das tendinites é feito essencialmente pela história e exame clínico, complementado pelos exames de imagem. O ultrassom e a ressonância magnética vão mostrar a extensão das lesões. O raio X auxilia para descartar fratura e anormalidades das estruturas ósseas”, explica Zimmermann.

 

 

Quanto ao tratamento, é baseado em repouso, medicação anti-inflamatória e fisioterapia – para alongamento e fortalecimento da musculatura da região afetada. Eventualmente, a critério do seu médico, a infiltração com corticóide pode ser bastante útil. Lembrando que no caso das doenças reumáticas, o diagnóstico precoce e feito pelo profissional correto é aconselhado em todos os casos.

 

Principal causa

 

Conforme a doutora Mara Loreto, a principal causa das tendinopatias é a sobrecarga mecânica (excesso de carga/repetição de movimentos) sobre os tendões, em geral nas atividades de trabalho ou esportivas. As tendinopatias são a segunda causa musculoesquelética de incapacidade para o trabalho, temporária ou definitiva, depois da dor nas costas. “Exemplos frequentes são as tendinites/tenossinovites dos extensores dos dedos que acomete os digitadores e tendinopatias dos ombros em trabalhadores que executam movimentos com os braços elevados”, alerta. Em práticas esportivas, uma condição comum é o chamado “cotovelo de tenista”, tendinopatia dos músculos extensores do punho que se inserem na face lateral do cotovelo. “Ambiente de trabalho ergonômico e ginástica laboral são importantes na prevenção”, orienta a presidente da Sociedade Catarinense de Reumatologia.

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