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Cacupé, no Norte da Ilha, ganha praça revitalizada e reforça o papel dos espaços públicos na vida do bairro

  • Atré Comunicação
  • 23 de jun.
  • 3 min de leitura


Espaço reúne playground, área para pets, paisagismo com espécies nativas e ambientes de convivência para todas as idades.


Morar no Cacupé carrega um tipo de privilégio que dispensa apresentação. A paisagem já entrega seu próprio lazer. Mas um bairro também precisa garantir aos seus moradores espaços de convivência pensados para o cotidiano, onde crianças brinquem com segurança, pets caminhem livremente e vizinhos construam laços comunitários. As praças são equipamentos públicos que sustentam a vida de um bairro e o Cacupé acaba de ganhar uma revitalizada, biodiversa e projetada para fortalecer esse convívio, em frente ao empreendimento Passeio do Mar.



O urbanismo contemporâneo se dedicou a compreender o impacto desses espaços na relação com a cidade. Um relatório de 2024 da Foundation for Social Connection mostrou como o ambiente construído pode impedir ou incentivar interações sociais significativas, sejam elas breves ou profundamente pessoais. Julia Day, sócia da consultoria global de estratégia urbana Gehl, defende que ruas, moradias e sistemas de transporte são parte ativa de como as pessoas de fato se relacionam no dia a dia. Uma praça carrega esse mesmo peso.


Esse raciocínio tem mudado a forma como o setor privado se relaciona com espaços públicos no Brasil. Mais do que financiar obras, empresas e incorporadoras têm passado a enxergar esses territórios como sinônimo de vitalidade, segurança e desenvolvimento econômico para o entorno. No Cacupé, a iniciativa partiu do Passeio do Mar, novo empreendimento da GND Incorporadora entregue em abril, em parceria com o Conselho Comunitário Sustentável do bairro.


A praça, localizada em frente ao residencial, recebeu playground, pet place, horta comunitária, bicicletário e novos mobiliários urbanos. O projeto paisagístico, assinado pelo escritório Ana Trevisan Espaços Vivos, priorizou espécies nativas, fortalecendo a biodiversidade local e a identidade paisagística do entorno.


Cada um desses elementos responde a uma demanda real do bairro. Pesquisas sobre o comportamento infantil em espaços públicos já demonstraram que a presença de vegetação em áreas de brincadeira está associada ao aumento do nível de interação e à diversidade nos tipos de jogos das crianças. No caso dos pets, o movimento também é nacional: uma pesquisa de 2024 da Brain Inteligência Estratégica revelou que 26% dos compradores de imóveis já priorizam espaços adequados para animais na escolha do imóvel, e 43% dos novos lançamentos em grandes cidades já incluem área pet em seus projetos.


A horta comunitária segue um raciocínio parecido, e Florianópolis tem um capítulo importante nessa história. Foi aqui que nasceu a Revolução dos Baldinhos, movimento pioneiro de compostagem urbana que inspirou iniciativas semelhantes em todo o país. Estudos publicados em 2024 mostram que a vivência nesses espaços está associada a sentimentos de pertencimento, restauração e conexão com a natureza entre os usuários. Trazer uma horta para o coração do bairro é, na prática, oferecer um lugar de pausa, troca e identidade compartilhada.


A revitalização da praça do Cacupé também antecipa um movimento maior. O Passeio do Mar contará, nos próximos meses, com um mall de serviços também aberto ao público, que vai reunir academia, padaria, restaurante e piscina, com a operação do clube de natação Swim Floripa. A proposta amplia a lógica de uso misto que já orienta o projeto, reduzindo deslocamentos e aproximando moradia e convivência em um mesmo território.


Para Eduardo Deboni, CEO da GND Incorporadora, esse é o tipo de escolha que define o papel de um empreendimento na cidade: "Mais do que um empreendimento, buscamos aplicar soluções que façam sentido para a cidade e para o modo como as pessoas vivem hoje".


A praça revitalizada do Cacupé é, nesse sentido, um símbolo simples e concreto. Mostra que qualidade de vida no bairro não depende apenas do que acontece dentro de cada casa, mas também do que se constrói, com intenção, no espaço que todos compartilham.

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