Condomínios horizontais avançam em cidades próximas a polos econômicos
Busca por mais espaço, segurança e qualidade de vida impulsiona projetos fora dos grandes centros; no Vale do Itajaí, o crescimento de Brusque amplia oportunidades nos municípios do entorno
Cidades médias e municípios vizinhos a polos econômicos têm atraído um tipo de empreendimento que, por muito tempo, esteve associado às grandes capitais: o condomínio horizontal. A combinação entre crescimento populacional, integração regional e mudanças nos critérios de escolha da moradia estimula projetos com terrenos maiores, infraestrutura de lazer, segurança e maior contato com a natureza.
O movimento ocorre em um mercado imobiliário em expansão. Segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o país lançou 453 mil unidades residenciais em 2025, um volume recorde, 10,6% superior ao do ano anterior, com Valor Geral de Lançamentos de R$ 292,3 bilhões. No segundo trimestre de 2026, as vendas somaram 113,7 mil unidades, alta de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A mesma pesquisa mostra que, entre os brasileiros que pretendem comprar um imóvel nos próximos dois anos, 15% desejam uma casa em condomínio fechado. A busca por mais espaço é o segundo principal motivo de compra, atrás apenas da saída do aluguel. A segurança também pesa na decisão: no estudo Retratos do Morar, do QuintoAndar em parceria com a Ipsos-Ipec, 53% dos entrevistados apontaram a segurança e a tranquilidade do local como prioridade na escolha da moradia.
Nos municípios integrados a cidades economicamente fortes, a disponibilidade de áreas, os deslocamentos curtos e a procura por uma rotina menos adensada abrem espaço para esse formato. As famílias mantêm o acesso a empregos, ao comércio e aos serviços da cidade vizinha e encontram terrenos maiores e maior contato com a natureza no município ao lado.
No Vale do Itajaí, Brusque ilustra esse processo. A cidade passou de 105,5 mil habitantes em 2010 para 141,4 mil em 2022, um crescimento de 34% no período, e a estimativa do IBGE para 2026 é de 158,6 mil habitantes. Em 2023, o município registrou Produto Interno Bruto de aproximadamente R$ 11,1 bilhões, o nono maior de Santa Catarina, e PIB per capita de R$ 78,3 mil.
O avanço alcança os municípios vizinhos. Guabiruba, que faz divisa com Brusque, Botuverá, Gaspar e Blumenau, passou de 18,4 mil habitantes em 2010 para 24,5 mil em 2022, o que representa uma alta de 33%. A estimativa do IBGE para 2026 indica 27,2 mil moradores, e o PIB per capita do município alcançou R$ 60,8 mil em 2023.
É nesse cenário que o Gran Monvieri Condomínio Club chega ao mercado, em Guabiruba. Localizado a cerca de dez minutos do Centro de Brusque e a 50 minutos do litoral catarinense, o empreendimento terá 144 terrenos, com áreas entre 356 m² e 1.273 m², e Valor Geral de Vendas previsto de R$ 100 milhões.
“A proximidade de um polo econômico permite que as famílias mantenham a rotina profissional e o acesso aos serviços, enquanto encontram mais espaço, segurança e tranquilidade para morarem. Essa integração entre as cidades abre novas possibilidades para o desenvolvimento imobiliário da região”, afirma Bruno Miguel Melchioretto, sócio do Gran Monvieri.
O condomínio ocupará uma área total de 212,5 mil m². O projeto destina 42,3 mil m² a áreas verdes e outros 22 mil m² à preservação permanente, totalizando mais de 64 mil m² de vegetação. A área de lazer terá 18,8 mil m² e mais de 20 ambientes, entre eles piscina aquecida com borda infinita, quadras de beach tennis, padel e poliesportiva, academia, espaços gourmet, brinquedoteca, fazendinha, horta e pet place.
O projeto de segurança prevê portaria 24 horas com guarita de monitoramento, proteção perimetral com câmeras, acesso de moradores por biometria ou tag, controle de veículos por eclusa e entrada independente para pedestres.
A expansão dos condomínios horizontais também reflete uma mudança na forma de avaliar a localização. A distância, em quilômetros, deixou de ser o único parâmetro. Tempo de deslocamento, acesso aos centros urbanos, infraestrutura regional e qualidade do entorno passaram a compor essa análise.
“A decisão sobre onde morar considera a vida que a família pretende levar naquele endereço. Quando um município oferece tranquilidade e contato com a natureza, com acesso rápido a uma cidade que concentra empregos, comércio e serviços, essa localização ganha relevância”, acrescenta o empresário e sócio do empreendimento Walney Raimondi
Sobre o Gran Monvieri
O Gran Monvieri Condomínio Club é um empreendimento horizontal localizado em Guabiruba (SC), a cerca de 10 minutos do Centro de Brusque. O projeto terá 144 terrenos, com áreas entre 356 m² e 1.273 m², totalizando 212,5 mil m². Mais de 64 mil m² serão destinados a áreas verdes e de preservação permanente, e a área de lazer terá 18,8 mil m². O empreendimento é desenvolvido pela Raimondi Empreendimentos, pela Família Maffezzoli e pela Plenum Gestão Empresarial. A arquitetura, os interiores e o paisagismo são assinados pela TBO Ecossistema de Lançamentos Imobiliários e por Felipe Miranda Arquitetura e Interiores. A comercialização é realizada pela Sagapes Inteligência Imobiliária.




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